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A MORTE NOS CARREGA_02.jpg

carta-grafias poéticas,


Não consigo lembrar de mim sem a escrita, logo após, a fotografia e o desenho, eles fazem parte de mim.

Em cada imagem-palavra expresso os ecos e desvios das sensações que reverberam sobre meu corpo e assim, surgiu as carta-grafias, o dizer através de desenhos, poesias e do fluxo livre de pensamento.

carta-grafias, cartas sem destinatário, que inicialmente tomaram o rumo de cartas direcionadas a mim mesma, em um gesto de autoconhecimento, o exercício de praticar a escrita de si - mediante essas cartas, acredito criar novos mundos, criar um espaço-tempo para além do momento agora, nele estruturo pensamentos-memórias-subjetividades.

Vou cartografando qualquer movimento que crie uma turbulência em meu corpo – como boa água, meu corpo permanece transbordando / uma boa pergunta para se fazer de frente ao espelho, encarar-se – atravessar seus olhos, capturar a si. O deslocamento provocado pelo acolhimento sacode a estrutura, instaura um mundo – o seu. Deslocando nossos mundos para as imagens-palavras é uma forma de também tentar ressoar no outro.

A linha que liga o fio é fina e pode se romper a qualquer momento – o bordado está invisível. Estou sempre os enxergando como uma linha única, definida. Como um mapa, essas linhas descrevem, se mostram como cartografias de um corpo-subjetivo; este que é como uma raíz sempre se ramificando sobre a terra.

Assim, iniciou-se o projeto carta-grafias poéticas, pesquisa que venho desenvolvendo desde 2020, através dessas linhas sigo tramando as cartas, onde entrelaço desenhos, pinturas, escritos e bordados - cartografias afetivas atravessadas no corpo, nas palavras-imagens.

Essas cartas constroem um movimento de mapear afetos, registro do corpo, seus espaços-invisíveis e ausências-presenças.  Cartografia de sua própria existência.

Vou compreendendo a importância dos desenhos e escritas de si - e em como esse exercício de espelhamento transforma-se em autoconhecimento, e que as marcas aprofundadas sobre a pele, nada mais são, do que elas falando o que você precisa – essa é uma forma de escuta corporal.

Quais são os limites e cicatrizes impostos em você? Que memórias vão se revelando cotidianamente? O que o seu corpo está te dizendo agora? Essas são perguntas – devires, sempre suscetíveis a novas respostas.

Amanhã, já experienciaremos um novo corpo e novas marcas surgirão. Quem sabe, por meio dessas palavras, eu te atravesse e a partir de agora seu corpo já seja outro.

Quem é você agora?                                                                                    

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©2021 por Fernanda Ferreira. Todos os direitos reservados.

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